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DGPM debate desafios da poluição por microplásticos no Mar no 22.º ENaSB | SILUBESA 2026

há 11 minutos
3 min de leitura

A Diretora-Geral de Política do Mar, Marisa Lameiras da Silva, participou no dia 1 de outubro, na sessão Plenária II do 22.º Encontro Nacional de Engenharia Sanitária e Ambiental (ENaSB) e do 22.º Simpósio Luso-Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental (SILUBESA), que decorre entre 30 de setembro e 2 de outubro, na Universidade do Algarve, em Faro.



Sob o tema “Da Escassez da Água à Criação de Valor”, o 22.º ENaSB | SILUBESA 2026 reúne representantes governamentais, entidades reguladoras, operadores, academia, empresas e organizações nacionais e internacionais, promovendo a discussão sobre os principais desafios associados à gestão da água, ao saneamento, aos resíduos e à sustentabilidade ambiental.


O encontro decorreu num contexto marcado por profundas transformações, em que as alterações climáticas e a ocorrência de fenómenos extremos colocam desafios crescentes à gestão dos recursos hídricos. A alternância entre períodos de seca e escassez de água e episódios de precipitação intensa, associados a cheias e inundações, exige respostas cada vez mais robustas, integradas e adaptativas.


Neste contexto, a gestão da água assume uma dimensão estratégica, impondo uma maior diversificação das suas origens e uma utilização mais eficiente e circular dos recursos. Aos recursos hídricos convencionais juntam-se as águas pluviais, a dessalinização e a reutilização de águas residuais tratadas, enquanto soluções que podem contribuir para assegurar disponibilidade, qualidade e sustentabilidade.


A digitalização e a inteligência artificial constituem igualmente ferramentas relevantes no apoio à tomada de decisão, otimizar sistemas e antecipar riscos, contribuindo para uma gestão dos recursos mais eficiente e resiliente perante um cenário de crescente complexidade e imprevisibilidade.

 

Microplásticos no Mar: desafios e caminhos para a Ação

É neste enquadramento que se insere a participação da Diretora-Geral de Política do Mar na sessão Plenária II – “Microplásticos no Mar: Desafios e Caminhos para a Ação”, dedicada às origens e aos impactos nefastos da poluição por microplásticos nos ecossistemas marinhos, bem como às estratégias de prevenção, monitorização e mitigação.



Marisa Lameiras da Silva reforçou, igualmente, a importância de uma abordagem integrada na definição e implementação de políticas públicas para o Oceano, promovendo a articulação entre conhecimento científico, inovação, gestão dos recursos e proteção dos ecossistemas marinhos e costeiros.

A contaminação por microplásticos com dimensão inferior a cinco milímetros, resultam tanto da degradação de resíduos plásticos de maiores dimensões como de fontes primárias, estando atualmente disseminadas no meio marinho, desde a superfície até aos sedimentos, o que constitui um desafio ambiental de dimensão global.

As suas origens são diversas e incluem, entre outras, fibras libertadas por têxteis sintéticos, partículas provenientes de atividades industriais e a degradação de materiais plásticos no ambiente. O transporte através dos rios, das águas pluviais e dos sistemas de drenagem constitui também uma das vias de chegada destes materiais ao meio aquático.


A complexidade deste fenómeno exige uma abordagem integrada, que articule prevenção, inovação tecnológica, conhecimento científico e políticas públicas. Entre as respostas necessárias encontram-se a redução da utilização de plásticos descartáveis, a melhoria dos sistemas de gestão de resíduos, o desenvolvimento e reforço de tecnologias de tratamento e a harmonização das metodologias de monitorização.


A gestão dos microplásticos requer, assim, uma resposta ao longo de todo o ciclo, desde a redução na origem até à proteção dos ecossistemas, envolvendo de forma articulada os setores da água e dos resíduos e os padrões de produção e consumo.


A sessão contou com diferentes perspetivas de organizações internacionais, instituições científicas e entidades públicas com responsabilidades na gestão e proteção do meio marinho, promovendo a reflexão sobre prevenção, monitorização e redução da poluição por microplásticos, bem como sobre o contributo da ciência, da inovação e da cooperação internacional para responder a este desafio ambiental de dimensão global.

 

Conhecimento e cooperação para respostas mais sustentáveis

Organizado pela APESB – Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental, em parceria com a ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental e a APRH – Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos, o 22.º ENaSB | SILUBESA pretendeu promover a discussão sobre o planeamento, conceção, valorização e gestão dos serviços e infraestruturas de abastecimento de água, drenagem de águas residuais e pluviais e gestão de resíduos.


O programa incluiu ainda a apresentação e discussão dos mais recentes desenvolvimentos científicos, inovações, soluções técnicas e recursos disponíveis para os setores da água, saneamento e gestão de resíduos, promovendo simultaneamente o intercâmbio de experiências entre profissionais, investigadores, empresas e instituições.


Ao reunir diferentes áreas de conhecimento e setores de atividade, o encontro constituiu um espaço de reflexão e partilha sobre os desafios atuais e futuros da sustentabilidade ambiental, valorizando a cooperação e a inovação como elementos fundamentais para a construção de respostas mais eficientes, resilientes e sustentáveis.

 
 
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